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Um
rio que corre pelas paredes, uma varanda de cata-ventos e
uma sala que simula a vida no escuro fazem parte da mostra
que abordará diversas fontes de energia e sua presença
no cotidiano das pessoas
Conhecer
fontes e formas de energia de um modo totalmente interativo,
que estimula os sentidos dos visitantes através de
sons, cheiros, cores, toques, experiências científicas
e poéticas. Essa é a proposta do Museu da Energia
de São Paulo na exposição O Movimento
da Energia: uma Experiência Sensorial que começa
dia 04 de novembro deste ano e vai até 01 de abril
de 2009.
Totalmente
interativa, ela terá 8 espaços expositivos:
o que é energia, energia eólica, energia nuclear,
Tratado de Kyoto, energia solar, energia das águas,
instalação de fios e sala das curiosidades.
Além de utilizar de forma inédita para um museu
de ciência, música, poesia, ilustrações
e desenhos em vinil adesivado do artista Alexandre Orion que
permite total interação com o público.
A
exposição promete desvendar sensorialmente as
alternativas energéticas e o impacto no cotidiano das
pessoas, enfatizando a necessidade do uso responsável
para não agredir o meio-ambiente. A didática
não procura definir ou defender qual o melhor meio
de geração de energia e sim mostrar diversos
pontos de vista para que o visitante opine. Sem respostas
prontas e conceitos estabelecidos, com muitos estímulos
a crítica, o público terá a possibilidade
de indagar livremente e levantar hipóteses sobre qual
a melhor forma de gerar energia no mundo atual, relata
Mirela Araújo, museóloga e curadora da exposição.
Em
um primeiro momento o participante poderá conhecer
3 experimentos que exemplificam como o movimento pode gerar
energia: um looping - que mostra o acúmulo de energia
potencial no alto do trilho, o pêndulo de Newton, -
que mostra a conservação da energia, e o movimento
da manivela. Os visitantes ainda poderão vivenciar
a total falta de energia na sala escura.
Para
saber mais sobre energia eólica, a varanda do Museu
da Energia terá um canteiro de cata-ventos, mostrando
a geração deste tipo de fonte energética.
Já na área que retrata a energia nuclear haverá
alguns elementos do ciclo da energia nuclear em 3D, um átomo
em movimento - material básico das reações
nucleares-, e um globo de plasma.
No
espaço que fala do Tratado de Kyoto, sacos
de lixo, papéis, garrafas e outros elementos vão
compor a cena de um ambiente sujo, estimulando as pessoas
a repensarem sua postura na busca por um desenvolvimento que
não comprometa as futuras gerações. Serão
usados recortes de jornal, estatísticas e notícias
mais recentes sobre esse acordo mundial, que só poderão
ser lidos se o visitante caminhar sobre este lixo.,
acompanhado ainda de odores desagradáveis.
Na
sala energia solar o participante poderá
degustar, tocar e cheirar diferentes matérias utilizadas
como biomassa na produção de energia térmica
e terão como exemplos o trem de Lego que se move a
partir da energia gerada pelas placas fotovoltaicas e o aquecedor
de água ecológico desenvolvido pela Sociedade
do Sol.
Para
falar de energia das águas um jogo de pesca, bóias
e aquaplays simulam o movimento das águas. Haverá
também uma maquete de geração, transmissão
e distribuição de energia elétrica. Outro
tema relevante é a problemática das fraudes
e furtos de energia, comumente chamados de gatos,
que terá uma sala para fazer alusão às
precárias instalações comum nos grandes
centros, excesso de fios elétricos e objetos presos
a eles.
Ao
final da exposição, o visitante terá
acesso a várias dicas de experimentos energéticos
que podem ser feitos em casa ou mesmo na salada das curiosidades,
um espaço de produção científica
e artística dentro da exposição, onde
serão disponibilizados papéis, lápis,
massa de mo |