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| Museu
de Arte Moderna - "MAM 60 Anos" (17
a 23/10/2008) |
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Annateresa
Fabris e Luiz Camillo Osorio percorrem em MAM 60. A
história recente da arte brasileira com base na trajetória
doMuseu de Arte Moderna de São Paulo. Com abertura em 16
de outubro (quinta-feira) e entrada franca em comemoração
aoaniversário do museu, a mostra exibe mais de 700 peças,
entre as quais 45 obras do acervo doado à USP e cerca de
200 documentos, estabelecendo relações entre nomes
exponenciais de ontem e hoje.
Com
curadoria de Annateresa Fabris e Luiz Camillo Osório, do
conselho consultivo do MAM-SP, a história do Museu de Arte
Moderna de São Paulo é a base para uma análise
da trajetória da arte moderna e contemporânea no Brasil
na exposição MAM 60, que a instituição
promove na Oca a partir de 16 de outubro (quinta-feira), às
20h. A entrada franca é um presente para o público
na comemoração do 60º aniversário do museu.
A mostra tem patrocínio de Banco Safra, Credit Suisse, Pão
de Açúcar e Redecard, e apoio cultural de Banco Espírito
Santo, Itaú, Pirelli e Unigel.
São
mais de 500 obras em exibição, incluindo 45 trabalhos
do primeiro acervo do MAM-SP, doado à USP em 1963 e hoje
no MAC-USP, além de 200 documentos, entre catálogos,
folders e cartazes de exposições, cartas, projetos
e contratos que retomam a trajetória de um dos museus mais
relevantes no cenário artístico nacional.
A história
da constituição de uma identidade moderna no Brasil
e a da criação dos Museus de Arte Moderna de São
Paulo e do Rio de Janeiro (que também completa 60 anos em
2008) estão intimamente ligadas e não poderiam existir
de outra forma. A mostra parte de um núcleo do modernismo
histórico da primeira metade do século 20 e chega
até o presente, pondo em foco tanto as dificuldades de institucionalização
do ideário modernista como sua possível e problemática
atualidade na cena contemporânea. Põe-se em xeque uma
visão de arte moderna como algo homogêneo e de contornos
definidos.
O núcleo
documental encontra-se no piso térreo da Oca. Nele, serão
destacados alguns aspectos centrais da história do MAM, desde
sua fundação em 1948 até os dias de hoje. Por
intermédio de documentos de diferentes naturezas e de obras
associadas a momentos pontuais da vida do museu, a mostra fornece
ao público um panorama de uma história complexa, caracterizada
pela busca de uma identidade (fundação e constituição
da coleção, relações com o Museu de
Arte Moderna de Nova York, exposição inaugural, criação
da Bienal), pela perda de rumos (dissolução da coleção
em 1963) e pela descoberta de um novo modo de ser, para o qual o
contemporâneo acabou se tornando a dimensão principal
(de 1963 aos dias de hoje), sem, por isso, excluir a presença
do moderno.
Fruto
do interesse de um grupo de intelectuais, liderados por Sérgio
Milliet, e dos esforços do industrial Francisco Matarazzo
Sobrinho, o MAM apresenta um acervo bastante heterogêneo,
que expressa, antes de tudo, o gosto pessoal desse segundo, voltado
para uma arte de viés realista, mas aberto a outras possibilidades
como a abstração, por um dever de atualização.
Se Móbile amarelo, preto, vermelho e branco,
do norte-americano Alexander Calder, representa esse último
vetor, a Série trágica, de Flávio
de Carvalho, inscreve-se num filão que mobiliza uma idéia
mais complexa de figuração.
Carvalho,
ao lado de Alfredo Volpi, é um dos eixos centrais da exposição,
na procura de reverberações contemporâneas para
a arte moderna. Ambos são considerados a partir das
noções de opacidade e polifonia como pontos
de transição do modernismo histórico para o
movimento concreto e a experimentação contemporânea.
Nas
palavras de Luiz Camillo Osorio, ambos [...] são fundamentais
para se discutir a precariedade e a experimentação
poética que tanto nos singularizam. Precariedade entendida
aqui não como carência, mas como uma ética produtiva
que recusa o excesso. Experimentação com uma constante
abertura para o risco. A possibilidade de uma criação
singular dentro de uma linguagem universal, que nos parece existir
de modo complementar na obra destes dois artistas [...].
Se
Flávio de Carvalho é a síntese da polifonia,
da pintura como uma performance existencial, Volpi leva a
concisão pictórica ao seu limite poético.
A partir da obra de ambos é possível investigar ramos
criativos que permeiam a arte brasileira até hoje. Assim,
cada um deles é ladeado por nomes menos ou mais recentes
com os quais se relacionam poeticamente. No núcleo de Volpi,
estão obras de nomes como Milton Dacosta, Waltércio
Caldas, Carlito Carvalhosa, Lucia Koch e Rodrigo Andrade. Flávio
de Carvalho ganha a companhia de Wesley Duke Lee, Paulo Bruscky,
Tunga, Chelpa Ferro, Franklin Cassaro e Lia Chaia, entre outros.
Seguindo
essa linha curatorial, outros núcleos são estabelecidos
em torno de artistas com forte representação no acervo
do MAM e significação para estabelecer um pensamento
sobre a diversidade da produção atual, caso de Leon
Ferrari, Mira Schendel e Leonilson. Há também um agrupamento
sobre fotografia, conduzido pelas obras de German Lorca, Thomas
Farkas e Geraldo de Barros, em paralelo à gravura de Lívio
Abramo e dos cartazes de Almir Mavignier.
A exposição
promove um painel amplo da pluralidade da arte brasileira por meio
das obras do acervo de outrora e de hoje do Museu de Arte Moderna
de São Paulo (bem como de suas lacunas) como representativo
de um estado da arte brasileira que não seria o mesmo sem
sua existência.
Os
curadores Annateresa Fabris A historiadora, crítica de arte
e pesquisadora paulistana é professora do programa de pós-graduação
em artes da Universidade de São Paulo e pesquisadora do Centro
Nacional de Pesquisa (CNPq).
Escreveu
os livros Portinari, pintor social (Perspectiva/EDUSP,
1990), Futurismo paulista (Perspectiva/EDUSP, 1994)
e Cândido Portinari (EDUSP, 1996), entre outros.
Luiz
Camillo Osorio Professor do Departamento de Filosofia da PUC-Rio,
é crítico de arte e membro do Conselho Consultivo
do MAM-SP. Escreveu os livros Flávio de Carvalho
(Cosac&Naify, 2000), Abraham Palatnik (Cosac&Naify,
2004), Razões da Crítica (Zahar, 2005)
e Angelo Venosa (Cosac&Naify, 2008).
SERVIÇO:
MAM 60 - Curadoria: Annateresa Fabris e Luiz Camillo Osório
- Abertura: 16 de outubro de 2008
Visitação:
17 de outubro a 14 de dezembro de 2008 - Local: Oca (av.
Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portão 3) - tel
(11) 5083-0519
Horários:
Terça a domingo e feriados, das 10h às 18h - INGRESSO
GRÁTIS - Site: www.mam.org.br
Estacionamento
no local (Zona Azul: R$ 1,80 por 2h)
|
| Fonte:
MAM - Luciana Pareja (imprensamam@mam.org.br)
7200 4131 - Tel.: (11) 5085 1337 - Roberta Montanari (roberta.montanari@conteudonet.com)
9967 3292 - Cláudio Sá (claudio.sa@conteudonet.com)
9945 7005 - Tel. (11) 3093 7800 |
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Onde
se hospedar:
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| Reservas
de hospedagem é com a Banstur! |
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| Galeria
Pontes abre suas portas em São Paulo e apresenta o melhor da
arte popular contemporânea brasileira (17
a 23/10/2008) |
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A
exposição Olhar Ensolarado, tem curadoria
de Fábio Magalhães e obras de diferentes técnicas
e estilos
A
exposição Olhar Ensolarado, na Galeria
Pontes, ficará em cartaz até o dia 08 de novembro.
Com
o objetivo de reunir e apresentar o melhor da arte popular contemporânea
brasileira, a Galeria Pontes acaba de ser inaugurada na cidade de
São Paulo. Instalado em um amplo e colorido casarão
no bairro de Higienópolis, o novo espaço é
dirigido pela colecionadora e pesquisadora paulista Edna Matosinho
de Pontes.
Foi
a paixão de colecionadores que nos moveu na criação
da Galeria Pontes, revela a galerista. Ela nasce da
vontade de compartilharmos com o público o prazer de conhecer
e de conviver com as obras dos grandes criadores populares de nosso
país, acrescenta.
A estréia
do espaço foi no dia 18 de setembro, com a abertura da exposição
Olhar Ensolarado. Sob a curadoria do museólogo
e crítico Fábio Magalhães, a mostra traz cerca
de 65 obras de 26 artistas selecionados do acervo da Galeria Pontes.
Entre
eles, estão Aberaldo, Adir Sodré, Antonio Julião,
Antonio Poteiro, Geraldo Teles de Oliveira (G.T.O.), José
Bezerra, Marinaldo dos Santos, Mestre Eudócio, Miguel dos
Santos, Sil, Tota e Waldomiro de Deus, e outros tantos que, com
muito talento e autenticidade, revelam o orgulho da identidade cultural
do Brasil. (Veja abaixo a relação completa dos artistas
expostos).
As
peças surpreendem não apenas pela beleza, mas pela
diversidade de expressões, estilos, materiais e formas. A
mão do povo segue um ritmo próprio e dificilmente
se expressa de modo anacrônico. A arte popular mantém
o frescor de se reinventar todos os dias, nas praças, nos
mercados, no meio do povo, afirma o curador.
Os
trabalhos foram cuidadosamente garimpados nos principais centros
de criação de arte popular do Brasil. São obras
produzidas na Floresta Amazônica, no Pantanal mato-grossense,
no serrado de Goiás, no vale do Jequitinhonha, no sertão
de Pernambuco e outras regiões, compondo "um panorama
da alma brasileira e apresentando um país sonhado pelo seu
povo, com exuberância e sensualidade, explica Magalhães.
Olhar
Ensolarado fica em cartaz na Galeria Pontes de 19 de setembro
a 08 de novembro de 2008 e tem entrada gratuita.
Obras
dos artistas Aberaldo, Waldomiro de Deus e Tota
Exposição
Olhar ensolarado
Local:
Galeria Pontes Endereço: R. Minas Gerais, 80
Higienópolis - Telefone: (11) 3129-4218 Site:
www.galeriapontes.com.br
Abertura
para convidados: 18 de setembro, quinta-feira, das 19h às
22h - Período de exposição: 19 de setembro
a 08 de novembro
Horário:
segunda a sexta, das 10h às 19h/ sábado, das 10h
às 14h - Número de obras: cerca de 65 Suportes:
madeira, tela, cerâmica e papel
Entrada:
gratuita Valor das obras: de R$ 1.250 a R$ 48.000 - Aceita
cheques, tem acesso para deficientes (no piso térreo)
e monitoria |
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Fonte:
Sofia Carvalhosa, Viva Kauffmann e Renata Martins - Tel: (11) 3083-5024
/ E-mail: sofiahc@uol.com.br
- Site: www.sofiacarvalhosa.com.br
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