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Consultor
dá dicas práticas e úteis para quem vai para
a Disney
Época
de julho é a preferida para viajar. Na metade do ano é
preciso renovar energias. As crianças pedem muita diversão
e os pais, aproveitando o embalo, pensam em viagens que podem ser
feitas em conjunto. Por isso, lembramos que muitas pessoas sonham
em visitar nessa época a Disney World Orlando, Flórida.
Os
números mostram o interesse e encantamento que o parque causa
nas pessoas. Segundo o Travel Industry Association (TIA), no ano
passado, os Estados Unidos receberam 639 mil visitantes brasileiros.
Para 2008, a TIA calcula um incremento de 20%, o que daria o índice
de 750 mil turistas do Brasil desembarcando no país-norte
americano. Desse total de 639 mil, 52% visitaram a Flórida,
estado sede da Disney World.
A cidade
de Orlando, onde fica Disney World, com apenas 220.000 habitantes,
não é a maior cidade do estado da Florida (Jacksonville,
Miami, Tampa e St. Petersburg são maiores). O Aeroporto Internacional
de Orlando, porém, é o maior no estado, e consta como
13º maior aeroporto dos EUA e como 24º maior do mundo.
Sven Dinklage, consultor multicultural, comenta que a viagem é
marcante, mas não é uma das mais baratas. Pra
começar, se você for de táxi do aeroporto até
o hotel, já se acostume com a gorjeta, que deve ser em torno
de 15% da tarifa. Ela é boa parte do salário do taxista
(e de todos que trabalham com serviços, como garçons,
cabeleireiros e outros atendentes), conscientiza Dinklage.
Outra
sugestão valiosa dada pelo consultor é referente ao
formulário padrão que deve ser feito na imigração
dos EUA. Mesmo se as opções parecem engraçadas
(Você está contrabandeando drogas?), responda
o questionário sem comentários, respeite os policiais
e, de maneira alguma, faça brincadeiras sobre armas e bombas
na sua bagagem já faz muito tempo que isto perdeu
a graça!, alerta.
Uma
vez em Orlando, programe-se para vários dias de estadia,
pois existem muitos parques nas redondezas: Magic Kingdom, Epcot
Center, Disney-MGM Studios, Animal Kingdom, mas também Sea
World ou Busch Gardens, em Tampa. Dependendo da sua estadia, talvez
o ingresso para quatro ou cinco parques durante 14 dias seja o que
você está procurando. Se possuir um daqueles ingressos
multiusos, de repente você vai querer assistir o grande show
dos fogos de artifício, que acontecem só bem no final
do dia, em um dos parques. Desta forma, você tem flexibilidade
de decidir quando irá visitar os parques e você ainda
poderá tirar alguns intervalos para se espreguiçar
na piscina do hotel. Um detalhe! Mulheres podem ir de biquínis,
desde que sejam respeitosos e os homens, preferencialmente, de calção,
para cumprir os padrões de moral dos norte-americanos!,
explica Dinklage.
Para
economizar, ele indica que a viagem seja de carro de aluguel, pois
os parques estão espalhados a distâncias consideráveis
pela cidade e ao mesmo tempo você poderá viver
a realidade norte-americana, quem sabe em toda a região (Miami,
Everglades, Cape Canaveral ou Daytona Beach) mais de perto. As
rodovias norte-americanas são de ótima qualidade,
apenas lembre-se do limite de velocidade, que nunca passa de 65
milhas/hora (às vezes é 55 milhas/hora). E se
você for parado? O que fazer? Se você for parado
por policiais, fique dentro do carro, aguarde e preste atenção
para que o policial possa sempre ver as suas mãos
movimentos bruscos podem ser mal-interpretados! E nada de beber
e dirigir, nos EUA isto é uma coisa muito séria
também têm estados que permitem bebida alcoólica
somente para maiores de 21 anos, preste atenção!,
complementa o consultor.
Para
toda família
Um passeio em Orlando vale a pena para toda a família, entretanto
a parte que foi concebida para os adultos é Downtown Disney.
Esta área é dividida em Market Place, West Side e,
bem no centro, Pleasure Island. No Market Place o visitante acha
um grande número de lojas e restaurantes, entre eles, o Rainforrest
Cafe ou Fultons Crab House, onde é bom fazer uma reserva
durante o dia. Na West Side há uma grande oferta de entretenimento
e outros restaurantes e cafés, como o Planet Hollywood ou
o House of Blues, onde já começa a fila para o jantar
a partir das 17 horas da tarde.
Quem
não teve a chance de assistir no Brasil, o melhor show do
West Side é La Nouba do Cirque du Soleil, que
somente pode ser visto no Walt Disney World imperdível,
e os ingressos são, com aproximadamente cem dólares
na melhor categoria, até mais baratos que no Brasil. Para
quem precisa de um ingresso só, vale a pena perguntar na
West Side Info algumas horas antes do Show é melhor
do que justo antes do início do show no caixa! A terceira
parte de Downtown Disney é Pleasure Island, que têm
vários clubes para dançar, assistir ou dar risada.
No The Comedy Warehouse, por exemplo, há excelentes comediantes
a cada 30 minutos, com shows improvisados e participação
da platéia.
Quem
gosta de jazz vai adorar The Pleasure Island Jazz Company e, no
Adventurers Club, os homens participam de shows ao vivo enquanto
passeiam pelo clube e esquecem do tempo. Para terminar, a cada noite
a Pleasure Island faz o encerramento uma festa de reveillon. O ingresso
para Pleasure Island custa aproximadamente 20 dólares, mas
se você estiver hospedado em um hotel Disney e tiver um Park
Hopper Plus Ticket, pode sair de graça, finaliza
Dinklage.
Enfim,
a viagem tem tudo para ser muito divertida e diferente. Para isso,
basta seguir algumas sugestões que estão abaixo. Boa
viagem e, divirta-se!
Qual
hotel ficar? Se você quer se hospedar em algum hotel especial
ou um resort, reserve com bastante antecedência dependendo
da época e da sua preferência, três meses podem
não ser suficiente! Caso opte por comprar um pacote de viagem,
pode valer a pena, mas não deixe de comparar os preços.
Também tome cuidado com os descontos que são
oferecidos para os hotéis, pois normalmente estes são
calculados com base no preço cheio do hotel (que raramente
é cobrado)! Mas, para quem pode gastar um pouco mais, com
certeza os hotéis temáticos da Disney valem a pena
e você ainda pode usar o transporte entre os parques gratuitamente,
comenta o consultor.
Uma
outra opção para se hospedar é na avenida central
chamada International Drive, onde há muitos hotéis
diferentes e de todas as categorias. Além dos hotéis,
o turista acha restaurantes, agências de eventos (vôos
de helicóptero, por exemplo) e centenas de lojas para fazer
compras, como dentro do excelente Mercado Mediterranean Shopping
Village.
Se
você está de carro, ainda não estiver hospedado
e não pode gastar muito, talvez você queira usar uma
forma bastante comum nos EUA: os cupons de compras. Estes cupons
podem ser encontrados nos jornais, em lugares públicos ou
até na internet e possibilitam fazer compras com desconto
os próprios norte-americanos os usam muito. Às
vezes você precisa ser residente local, mas também
há chances de achar, por exemplo, cupons para hotéis
ou restaurantes que qualquer visitante pode usar fique de
olho! Tome cuidado com os hotéis que oferecem free
breakfast normalmente é um café da manhã
que não alimenta muito e valerá mais a pena você
pagar algo como seis dólares (no Waffle House local, por
exemplo) para um café mais reforçado! Normalmente,
em qualquer restaurante mais simples, não estranhe se lhe
encherem cada vez de novo a sua xícara de café
você só paga a primeira, o refil é
de graça (nos restaurantes fast-food isto vale também
para os refrigerantes), esclarece Dinklage.
Planeje
a alimentação
- Isto deve ser planejado, pois a comida nos parques realmente é
cara! Porém, é proibido levar comida dentro do parque.
Então, se você realmente quer comer barato, use as
seguintes recomendações: primeiramente, escolha um
hotel onde você terá um café da manhã
bem reforçado que lhe dará forças até
mais tarde, digamos até as 14 horas. Isto lhe permitirá
de curtir o parque no horário que a maioria das pessoas estiver
almoçando, evitando longas filas e muita espera. Se, depois
das 14 horas, você procurar os restaurantes no parque, você
encontrará os melhores lugares, um clima melhor e garçons
mais amigáveis. Ah, e não se esqueça: nos restaurantes
nos EUA em geral, o garçom vai lhe levar até sua mesa,
e nunca se sente junto a uma mesa já ocupada por mais
abertos que os norte-americanos pareçam, eles não
gostam quando estranhos se sentam junto na sua mesa. Agora, se realmente
quer economizar na comida, siga a regra dourada do viajante: When
in Rome, do as the Romans do, ou seja, faça como os
locais: traga o seu lanche em uma bolsa térmica e deixe-o
no carro ou nos guarda-volumes em frente à entrada do parque.
Quando bater a fome, fuja da agitação e dos preços
exuberantes por uma horinha depois de satisfeito e regenerado,
volte ao parque para curtir o resto do dia.
Seja
educado
se você fizer compras no supermercado, lembre-se que
lá valem as leis do trânsito: andar na direita, dar
preferência para quem vem da direita nos cruzamentos, entre
outros. E nas escadas rolantes valem as mesmas regras: deixe a esquerda
livre para ultrapassagens! Falando nisto, também
é importante respeitar o espaço dos norte-americanos,
que estão acostumados de terem maior espaço que os
brasileiros para se sentirem confortáveis. Uma boa regra
é deixar sempre um mesmo objeto de espaço entre você
e a pessoa na sua frente: se estiver de pé em uma fila, deixe
uma pessoa de espaço entre você e a pessoa na sua frente;
se estiver de carrinho na fila do supermercado, deixe um carrinho
entre você é a pessoa na sua frente e assim
por diante! Para a criançada, o que é bastante típico
nos EUA (e não só nos parques...), é a cultura
do finger food há comidas (pizza, batata
frita, hambúrguer) que principalmente as crianças
americanas comem somente com as mãos também
não são, como os brasileiros, acostumados de pegar
a comida com um guardanapo, mas sim o pegam e seguram diretamente
na mão! Ah, não esqueça de instruir as crianças
que é mal-educado apontar para pessoas nos EUA aponta-se
com o dedo apenas para coisas e, para mais nada!
Medicação
- Se estiverem acostumados a tomar determinados remédios
com freqüência, leve-os juntos do Brasil conseguir
estes remédios (ou algo parecido) nos EUA sem uma consulta
médica e sem receita será muito difícil!
Compras
Se quiser trazer algumas lembranças licenciadas da
Disney para casa, você provavelmente não vai fugir
de preços bem salgados ela conseguiu cercar o mercado
de tal forma que estes produtos simplesmente não são
comercializados em outros lugares!
O
que vestir -
Para poder passar dias agradáveis nos parques, não
se esqueça de usar roupas e sapatos confortáveis (e
nunca novas) é mais importante você estar confortável
do que na última moda! Leve também um chapéu,
protetor solar e carregue sempre uma garrafa de água junto
com você a água no parque costuma ser de graça
(no Epcot Center, existe até uma área de refrigerantes
de graça, onde você pode experimentar refrigerantes
do mundo inteiro).
Filas
Assim como no Brasil, também existem as filas. Quando
estiver na fila, não corte os outros e tenha paciência
nos EUA, a disciplina em público é bastante
forte e as regras e leis são respeitadas sempre! No caso
das filas dos brinquedos nos parques, há relatos de pessoas
dizendo que a disciplina é tanta que, demorando muito, você
até pode dar um pulo para comprar um sorvete ou uma bebida
e retomar o seu lugar na fila sem que isto cause nenhum problema.
Banheiro
Se precisar ir ao banheiro, seja dentro de um restaurante,
no museu ou nos parques: não pergunte pelo toilet,
que é um pouco vulgar para os norte-americanos. Use palavras
como restroom ou mens room e ladies
room, que são bem mais adequadas!
Visto
Ah, last but not least. Não se esqueça
do seu visto, que pode levar até seis meses para conseguir.
Encaminhe a documentação com antecedência para
não pôr em risco a sua viagem dos sonhos!
Sobre
Sven Dinklage
Dinklage
é consultor internacional especializado na área intercultural.
Os seus clientes são do setor de hotelaria/turismo e empresas
multinacionais que querem capacitar seus profissionais para lidarem
melhor com as diferenças culturais. Dinklage possui ampla
experiência em planejamento estratégico, inteligência
competitiva, análise de novos negócios, gerenciamento
de projetos e análise de processos administrativos. De nacionalidade
alemã, a sua vivência internacional é extensa,
já viveu nos EUA, na Inglaterra, na Espanha e na França.
É detentor de uma alta sensibilidade intercultural e domínio
dos idiomas alemão, inglês, espanhol, francês
e português.
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