Além de Campos do Jordão e São Paulo, as cidades de Jundiaí, Piracicaba, Santo André e Santos recebem o Festival, que tem “Contrastes” como tema. Entre as atrações internacionais estão Orquestra do Porto (Portugal), Zukerman Chamber Players, Mozart Piano Quartet, Arditti Quartet, além do quinteto norte-americano Imani Winds, que vem ao Brasil pela primeira vez

De 1º a 24 de julho de 2011 acontece a 42ª edição do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão “Dr. Luís Arrobas Martins”. Com 55 concertos de alto nível artístico, programa pedagógico conduzido por alguns dos maiores nomes do cenário musical global e atividades de inclusão social por meio da música em sua cidade sede, o Festival de Campos do Jordão se converteu no mais importante evento de música clássica da América Latina. O evento é realizado pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, e pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Cultura. A Direção Artístico-pedagógica é da EMESP Tom Jobim (Escola de Música do Estado de São Paulo), gerida pela Organização Social Santa Marcelina Cultura.
Com o tema "Contrastes", o Festival avança sobre sua proposta lançada em 2010 (“A música e seus diálogos”), mostrando este ano as contraposições entre diferentes estilos musicais de uma mesma época ou diferentes fases musicais de um mesmo compositor. O contraste social também é preocupação da gestão do Festival. Formação de plateia, com concertos gratuitos ou a preços populares, inclusive para o público que não vai a Campos do Jordão, e atividades de inclusão social ganham ainda mais espaço nesta edição do evento.
Patrocinado pelo Bradesco Prime pelo sétimo ano consecutivo, o evento tem este ano a Cielo como rede oficial de pagamentos e American Express como cartão oficial. Conta ainda com o apoio institucional da Prefeitura de Campos do Jordão, bem como das Prefeituras das cidades de Jundiaí, Piracicaba, Santo André e Santos, assim como parcerias com: Conservatório de Paris, Unesp, Cozinha da Montanha, Telefonica, Rádio e TV Cultura, Melhoramentos, Burti e diversas organizações da área social e cultural de Campos do Jordão.
A abertura solene do Festival ocorre no dia 2 de julho, sábado, às 21 horas, no Auditório Claudio Santoro, em Campos do Jordão, com o tradicional concerto da Osesp. Este concerto tem dupla participação do conceituado maestro, violista e violinista israelense Pinchas Zukerman, que rege a orquestra e também é solista em noite de repertório dedicado a Beethoven (Abertura de “As criaturas de Prometeu”, op. 43, Sinfonia n. 1, op. 21, em dó maior, e Concerto para violino e orquestra, op. 61, em ré maior).
Antes da abertura, o Festival já realiza algumas apresentações. Ainda em São Paulo, um concerto de música antiga oferece ao público uma pré-estreia do evento, na noite do dia 1º de julho e, no sábado ao meio-dia, o patrocinador do evento oferece uma apresentação do Coral de alunos da Fundação Bradesco para inaugurar a Concha Acústica do Festival, na Praça do Capivari, para a temporada de inverno 2011.
Em Campos do Jordão, os concertos ocorrem no Auditório Claudio Santoro, na capela do Palácio Boa Vista, na Praça do Capivari e nas igrejas São Benedito, Matriz Santa Terezinha e Nossa Senhora da Saúde. A cidade serrana abriga 45 concertos no período do evento.
A capital paulista, como em 2010, também recebe parte da programação. Serão seis concertos em São Paulo, quatro no Grande Auditório do MASP, um na Igreja São Luiz Gonzaga (Av. Paulista) e o último na Sala São Paulo, onde ocorre o encerramento oficial do evento com a apresentação da Orquestra do Festival, no dia 24 de julho, às 17 horas. Formada pelo corpo de bolsistas que participam de intensa programação pedagógica do Festival, a orquestra toca sob regência do maestro e violinista Cláudio Cruz e com solo do pianista José Feghali no Concerto “Imperador”, de Beethoven. O programa inclui obras dos brasileiros Heitor Villa-Lobos e de Almeida Prado, compositor homenageado por sua participação e dedicação em diversas atividades do Festival, até a edição de 2010, pouco antes de falecer.
Antes, porém, do concerto de encerramento, o Festival inova em seu formato, promovendo diversas apresentações da orquestra dos bolsistas, em uma semana de itinerância pelo Estado de São Paulo: o grupo se apresenta em Piracicaba (dia 19), Jundiaí (dia 20), Santos (dia 22) e Santo André (dia 23). “Os jovens músicos terão a oportunidade de vivenciar a experiência única de viajar com o grupo em turnê, como acontece com as formações profissionais e em grupos jovens de alguns dos mais importantes festivais do mundo”, explica o Secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo.
"Além de promover uma experiência de formação pessoal e artística ainda mais completa para nossos bolsistas, vamos levar o Festival a um público mais diverso no Estado de São Paulo, com a possibilidade de mostrar um repertório muito bem preparado e assim contribuir também para a formação de plateia", acrescenta Irmã Rosane Ghedin, Diretora-Presidente da Santa Marcelina Cultura, Organização responsável pela EMESP Tom Jobim, à frente da produção do evento.
A música e seus contrastes
Para esta edição, a Direção Artístico-Pedagógica do Festival elegeu o tema “Contrastes”, com a proposta de revelar e comparar as diferentes estéticas musicais surgidas ao longo dos tempos, além de pontuar as mudanças de estilo na trajetória de alguns dos maiores nomes da composição que viveram em períodos de transição na história da música. O conceito perpassa o repertório escolhido para as apresentações de grupos de câmara e de orquestras nacionais e internacionais.
"O público poderá ouvir obras que marcam a transição de períodos estilísticos dentro da história da música ocidental. Importantes exemplos são Pierrot lunaire, de Arnold Schönberg (obra de 1912, de transição para o atonalismo), e o Quarteto de Cordas op. 132, de Beethoven (de 1825, que já pode ser considerada uma peça do período romântico)”, exemplifica Paulo Zuben, Diretor Artístico-pedagógico do Festival. “Será possível apreciar obras de diferentes períodos de um mesmo compositor, como Stravinsky, de quem o Festival apresenta Petrushka (1911), Sagração da Primavera (1913) e A História do Soldado (1918), obras do período russo do compositor, e também Octeto (1923), uma das composições inaugurais de seu período neoclássico”, continua.
Os contrastes estarão presentes na totalidade do Festival ou no programa de uma mesma apresentação: “haverá a oportunidade de ouvir, num mesmo concerto, composições da mesma época com propostas estéticas contrastantes, como os Quartetos de Brahms op. 60 (1875) e de Fauré op. 15 (1883), ou, ainda, peças do século XX de Villa-Lobos e Piazzolla contrapostas a obras de Ligeti, Messiaen e Janacek”, antecipa o Diretor. “Será um festival voltado para a apreciação do valor da diversidade na música ocidental”, avalia Zuben.
Ainda no campo da programação, o Festival traz algumas novidades. Trilhas sonoras de estrondosos sucessos de bilheteria de Hollywood compõem o concerto da Orquestra de Ribeirão Preto, com repertório recheado de trabalhos de John Williams (de E.T., Guerra nas Estrelas, Indiana Jones e Super-Homem), Nino Rota (de O Poderoso Chefão II e La Dolce Vita), Ennio Morricone (de A Missão e Cinema Paradiso) e Henry Mancini (de A Pantera Cor-de-Rosa e Bonequinha de Luxo), entre outros.
A música popular marca presença, com a apresentação de peças de Paquito D’Rivera e Astor Piazzolla pelo quinteto norte-americano Imani Winds, um dos mais celebrados conjuntos de sopro da atualidade, que se apresenta pela primeira vez no Brasil, em Campos e em São Paulo. O convite especial aceito por Paulo e Daniel Jobim para realizar o programa em homenagem aos 10 anos da Orquestra Jovem Tom Jobim no Festival promete um momento especial, em concerto que alia Bachianas n. 4 de Villa-Lobos e canções queridas dos fãs de Tom Jobim na Praça do Capivari.
Para promover a aproximação do público com as óperas, na mesma Praça do Capivari, o Festival traz o gênero de volta a sua programação, depois de dois anos. O grupo de alunos e professores do Curso de Formação Avançada Ópera Estúdio da EMESP Tom Jobim apresenta récita em formato pocket de A Flauta Mágica, última ópera composta por Mozart.
Ainda mais entrelaçado com a programação, o programa pedagógico tem destaque na proposta artística do Festival: artistas que vão a Campos na qualidade de músicos residentes, alguns dos quais estão entre os melhores do mundo, apresentam grandes programas, cheios de contrastes, nos concertos de câmara do Festival, muitas vezes ao lado dos próprios bolsistas, que depois formam a Orquestra do Festival. O grupo Arditti Quartet incluirá em seu programa de concerto a obra de um jovem compositor brasileiro. Além disso, praticamente todos os artistas convidados ministram master classes, oficinas ou palestras para os bolsistas, com livre acesso a ouvintes.
Artistas, bolsistas e equipe de produção do Festival também se envolvem com os contrastes sociais de Campos do Jordão, realizando ações ligadas às metas de responsabilidade social do evento. Atividades de ensino musical, acompanhamento social, oficinas para artistas locais e apresentações em asilos e outras instituições estão na agenda. Outra proposta de responsabilidade social é a formação de plateia, que tem nos concertos gratuitos, ingressos promocionais e itinerância do Festival suas realizações centrais.
Destaques da programação
Entre as atrações nacionais, vale destacar as orquestras, conduzidas por prestigiados regentes e acompanhadas por conceituados solistas de renome internacional:
- a Osesp realiza o concerto de abertura com regência e solo de Pinchas Zukerman (dia 2/7, sábado, às 21h, no Auditório Claudio Santoro);
- a Orquestra Jovem do Estado tem à sua frente o maestro Frank Shipway em concerto gratuito no Auditório Claudio Santoro (3/7, domingo, 11h);
- a Petrobras Sinfônica apresenta-se com o maestro Isaac Karabtchevsky e tem Antonio Meneses no solo do Concerto para violoncelo e orquestra de Dvorák (15/7, sexta-feira, 21h, no Auditório Claudio Santoro);
- a Filarmônica de Minas Gerais, regida por Fábio Mechetti, tem a participação da soprano Adriane Queiroz em apresentação de aberturas e árias de três óperas de Mozart (16/7, sábado, 21h, Auditório Claudio Santoro);
- a Orquestra de Ribeirão Preto traz grandes temas do cinema sob a batuta do maestro titular Cláudio Cruz, em concerto gratuito (4/7, segunda-feira, 21h, no Auditório Claudio Santoro);
- a Família Jobim participa de homenagem à Orquestra Jovem Tom Jobim no primeiro domingo do Festival, na Praça do Capivari (3/7, domingo, 16h30);
- Abel Rocha rege a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, com a participação da pianista Cristina Ortiz no Concerto para piano e orquestra n. 2 de Rachmaninov (10/7, domingo, 18h, no Auditório Claudio Santoro);
- a Banda Sinfônica do Estado recebe Kid Vinil e a banda “Dr. Sin” para realizar um concerto sobre a história do rock na Praça do Capivari, com arranjos especiais feitos para Banda Sinfônica (17/7, domingo, 16h30).
Entre as atrações internacionais, o Festival traz:
- pela primeira vez ao país o Imani Winds Quintet, conjunto de sopros que mistura jazz, blues e erudito, levando às salas de concerto um variado repertório composto por Ligeti, Mongo Santamaria, Villa-Lobos, Piazzolla e Paquito D’Rivera. O grupo se apresentará no dia 6 de julho, quarta-feira, às 21h, no Auditório Claudio Santoro e no dia 8 de julho, sexta, às 20h30, repete a apresentação em São Paulo;
- outro quinteto, de cordas com piano, o Zukerman Chamber Players, liderado por Pinchas Zukerman ao violino, toca Mozart, Schumann e Dvorák (9/7, sábado, às 21h, no Auditório Claudio Santoro);
- o conjunto de cordas Arditti Quartet, que estreou no Festival no ano passado, e volta a apresentar seu virtuosismo em repertório contemporâneo (14/7, às 21h, em Campos do Jordão, no Auditório Claudio Santoro e 15/7, sexta, às 20h30, em São Paulo);
- formado por solistas e cameristas de destaque, o Mozart Piano Quartet se consolida entre os mais importantes quartetos com piano do mundo e realiza dois concertos: em São Paulo, dia 5 de julho, às 20h30, no MASP e em Campos do Jordão, dia 8 de julho, sexta-feira, às 21h, no Auditório Claudio Santoro;
- o quinteto belga Het Collectief e a mezzo soprano Jacqueline Janssen apresentam o Pierrot lunaire, de Shönberg, ícone da música atonal, do início do século XX (dia 12 de julho em São Paulo e dia 13 de julho em Campos do Jordão);
- o quinteto alemão de música contemporânea Ma’Alot (“Harmonia”, em hebraico) promove a reunião contrastante de obras de Dvorák e Ligeti, em apresentação no dia 12 de julho, às 21h, no Auditório Claudio Santoro;
- a Orquestra Sinfônica do Porto Casa da Música, que vem pela primeira vez ao Festival. Conduzida por Christoph König, encerra as apresentações do Festival em Campos do Jordão, no dia 23 de julho, às 21h, no Auditório Claudio Santoro, com a Sinfonia n. 5 de Mahler.
Alguns programas do Festival também rendem homenagens aos compositores Franz Liszt, que tem comemorado em 2011 seu bicentenário de nascimento, e Gustav Mahler, cujo centenário de falecimento se completa neste ano. A Liszt são dedicados os dois recitais de piano na Capela do Palácio Boa Vista. De Mahler, o Festival apresentará as Sinfonias n. 4 e 5, com as performances das Orquestras Filarmônica de Minas Gerais (16/7, Auditório Claudio Santoro) e Sinfônica do Porto (23/7, Auditório Claudio Santoro). E, ainda, uma inusual peça de Mahler para grupo de câmara, Quarteto para piano em lá menor, que será preparada em Campos do Jordão e apresentada por Elisa Fukuda e Eduardo Monteiro acompanhados de dois bolsistas do Festival no dia 11 de julho, às 21h, no Auditório Claudio Santoro.
Programa pedagógico: oportunidade de imersão com grandes mestres
O Festival de Campos do Jordão é, sob o ponto de vista da formação de novos músicos, uma vitrine ímpar para jovens talentos da música brasileira. Ao longo de sua existência, muitos dos maiores nomes da música clássica do Brasil um dia foram estudantes em Campos do Jordão. De lá, bolsistas são convidados por professores para integrar formações ou estudar no exterior.
Este ano, 164 jovens músicos brasileiros e estrangeiros (20% dos selecionados vêm de outros países da América Latina, dos EUA e da Holanda) têm a oportunidade de aprimorar seu talento ao participar de um laboratório intensivo com músicos de renome das mais diversas nacionalidades, assim como professores residentes ligados a instituições de referência na música clássica no Brasil e no mundo, a exemplo da Escola Superior de Música de Colônia, o Conservatório de Paris, entre outras.
Músicos de renome internacional, como os brasileiros Cláudio Cruz (regência e violino) e Eduardo Leandro (percussão) e os estrangeiros Peter Hörr (violoncelo), Irvine Arditti (violino), Theodora Geraets (violino) e Angela Cheng (piano), atuam como professores residentes, apresentando-se no Festival com repertório de vanguarda e muitas vezes ensaiando e tocando ao lado dos bolsistas. Músicos que vêm com agenda em função de uma ou duas apresentações, como Pinchas Zukerman, também oferecem master classes ou palestras para os bolsistas em Campos do Jordão.
Os bolsistas do Festival foram selecionados entre cerca de 600 inscritos, que enviaram vídeos com performances de peças requisitadas pela Coordenação Artístico-Pedagógica do Festival. Num processo seletivo realizado 100% online pela primeira vez pelo Festival, os vídeos foram vistos por Bancas Avaliadoras formadas por músicos renomados, do exterior e do Brasil, muitos ligados à Escola de Música do Estado de São Paulo - Tom Jobim (EMESP Tom Jobim).
Participaram da seleção candidatos de até 30 anos (exceto para os cursos de canto, composição e técnica de gravação de música clássica, que têm limite de 35 anos) especializados em qualquer dos instrumentos que compõem uma orquestra, além de piano e violão.
Nas duas semanas de atividades, todos os bolsistas dos cursos de instrumento dedicam-se às aulas individuais de instrumento, à prática de música de câmara e à preparação da Orquestra do Festival, ensaiando sob a orientação dos professores residentes.
Na segunda semana, os grupos de câmara de bolsistas e professores se apresentam como parte da programação artística do Festival. No final da segunda e durante a toda a terceira semana, a prática de música orquestral é o destaque. Os bolsistas formam a Orquestra do Festival, que se apresenta na Praça do Capivari, no Auditório Claudio Santoro, em Jundiaí, Piracicaba, Santo André e Santos, antes do encerramento na Sala São Paulo.
Os bolsistas do curso de composição, que terão como professor Silvio Ferraz, estrearão suas obras no Festival. Com Ferraz, um Grupo de Câmara formado por músicos especializados em novas técnicas instrumentais (Cássia Carrascoza, flauta; Luís Afonso Montanha, clarinete e clarone; Carlos Freitas, trombone; Paulo Álvares, piano; Fabio Presgrave, violoncelo; Pedro Gadelha, contrabaixo; e Eduardo Leandro, regência) trabalharão com os jovens compositores para preparar a interpretação das peças, que formarão o programa de concerto dos bolsistas de composição dia 17 de julho. O concerto marcará a entrega do Concurso Camargo Guarnieri.
Os bolsistas do curso de técnica de gravação de música clássica, sob a orientação de Jakob Händel, têm como laboratório a gravação de alguns dos principais concertos do Festival, envolvendo as mais diversas formações instrumentais e vocais, desde solistas e música de câmara até orquestras sinfônicas.
Premiação de estímulo aos novos talentos
Os bolsistas de nacionalidade brasileira concorrem a seis premiações: além do tradicional Prêmio Eleazar de Carvalho, que concede uma bolsa de estudos no exterior no valor de R$ 48 mil ao jovem músico de maior destaque, os bolsistas concorrem ainda ao Prêmio Ayrton Pinto, que oferece quatro premiações de R$ 8 mil aos melhores bolsistas por categoria de instrumentos. Outra premiação vai para os bolsistas do curso de composição, que participam do Concurso Camargo Guarnieri, com prêmio no valor de R$ 15 mil.
Concertos acessíveis à população
Todos os concertos realizados na Praça do Capivari e nas igrejas de Santa Teresinha, São Benedito e Nossa Senhora da Saúde, em Campos do Jordão, são gratuitos. No total, são 29 apresentações sem cobrança de ingressos, entre as 11 apresentações na Praça do Capivari, 14 concertos de música de câmara distribuídos entre as igrejas de Campos do Jordão e a igreja da Paróquia São Luiz Gonzaga, em São Paulo (como pré-estreia do Festival, dia 1º de julho), além de 4 concertos gratuitos no Auditório Claudio Santoro, às segundas-feiras e no primeiro domingo do Festival, dia 3 de julho, às 11h e às 18h.
Em diversos concertos do Auditório Claudio Santoro, são oferecidos preços promocionais para moradores de Campos do Jordão, mediante apresentação de comprovante de residência. Serão distribuídos ingressos promocionais (custo zero) aos participantes dos projetos de responsabilidade social do Festival em Campos do Jordão. Em São Paulo, uma cota de ingressos promoverá o acesso de alunos do Programa Guri e seus familiares aos concertos de atrações internacionais.
Responsabilidade social
De 11 a 16 de julho, o Festival promove quatro iniciativas de perfil sociocultural na cidade de Campos do Jordão: a Iniciação Musical para Crianças, Adolescentes e Jovens, o curso de extensão "Música na Escola", em parceria com a Unesp, para professores da rede pública, a série de oficinas de Aperfeiçoamento Profissional para artistas locais e, ainda, apresentações de artistas e bolsistas do Festival em instituições sociais.
As atividades serão conduzidas por profissionais das áreas pedagógica, social, de produção e de desenvolvimento institucional da Santa Marcelina Cultura, com a expertise do programa Guri e da EMESP Tom Jobim.
A Lei Federal nº 11.769/08 estabeleceu o prazo de agosto de 2011 para que a Música esteja presente como disciplina obrigatória nas escolas. Com o objetivo de colaborar com a implantação da disciplina, levando ensino de qualidade à população, será realizado o curso "Música na Escola", voltado para professores da Rede Pública de Ensino de Campos do Jordão e região, com 100 vagas e carga horária de 35 horas (7 horas diárias). O curso terá certificação de extensão pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
O curso de Iniciação Musical para Crianças, Adolescentes e Jovens, oferecido por professores de música dos programas da Santa Marcelina Cultura, terá carga horária de 24 horas (4 horas diárias) podendo-se optar entre o período da manhã ou tarde. Com 360 vagas, as turmas são divididas por faixa etária, com aproximadamente 30 alunos por sala: até 5 anos; de 6 a 9 anos; de 10 a 11 anos e de 12 anos em diante. No dia 16 de julho, será feita uma apresentação musical com os alunos, aberta aos pais e ao público em geral, para concluir as atividades. Ao longo da semana, assistentes sociais estarão à disposição dos alunos do curso e seus familiares para fazer a complementação do trabalho e o acompanhamento dos resultados sociais, a exemplo do trabalho realizado com sucesso no programa Guri na Grande São Paulo.
A série de oficinas de Aperfeiçoamento Profissional tem o objetivo de valorizar a comunidade, os profissionais da área de cultura e os grupos musicais de Campos do Jordão, propondo, de forma intensiva e prática, o estudo e a discussão de tópicos essenciais sobre diferentes aspectos do fazer cultural. As oficinas serão divididas em dois blocos, um voltado para o aperfeiçoamento musical, e outro para o desenvolvimento de competências ligadas à área de projetos, organização e produção de eventos musicais.
Dentro da intensa agenda de aulas, ensaios e apresentações, artistas e bolsistas do programa pedagógico do Festival visitarão asilos e casas de saúde para realizar mais concertos. No último ano, foram realizadas algumas apresentações, com repercussão muito positiva entre os idosos, que não têm condições de mobilidade para ir aos concertos do Festival, e por parte dos próprios bolsistas, que saíram sensibilizados da experiência.
"Nossa missão é promover a formação integral das pessoas. Com essa iniciativa, não só possibilitamos momentos inesquecíveis para quem pode apreciar os concertos, mas também incentivamos a conscientização dos nossos jovens bolsistas sobre a realidade social de Campos do Jordão e do país", justifica Ir. Rosane Ghedin, diretora-presidente da Santa Marcelina Cultura.
Santa Marcelina Cultura
A gestão do Festival está a cargo da Santa Marcelina Cultura, Organização Social que administra desde 2008 alguns dos principais programas de formação musical do Governo do Estado de São Paulo.
Com a presidência da Irmã Rosane Ghedin, a entidade responde pela gestão da Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP Tom Jobim), realizadora do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. O corpo docente da Escola é formado por grandes nomes da música brasileira erudita e popular e a instituição atende 1.800 alunos desde a iniciação musical até a formação avançada.
Sob responsabilidade da EMESP Tom Jobim estão também os Grupos Jovens – a Orquestra Jovem do Estado, o Coral Jovem do Estado, a Banda Sinfônica Jovem do Estado e a Orquestra Jovem Tom Jobim –, que juntos constituem o maior programa de bolsistas em formação pré-profissional do Brasil. Em 2010, a Escola estreou a Camerata Aberta, seu grupo residente voltado para a música de câmara. Já em seu ano de estreia, a Camerata amealhou o Prêmio APCA de música contemporânea pelo pioneirismo e excelência do trabalho.
A Santa Marcelina Cultura também é responsável pelo programa Guri na periferia e na Grande São Paulo. O programa leva ensino musical gratuito a 13,5 mil crianças e jovens, em territórios de alta vulnerabilidade social, distribuindo-se em 50 polos, sendo 17 deles localizados nos CEUs mantidos pela Prefeitura da cidade de São Paulo.
A organização social Santa Marcelina Cultura é o braço da Congregação das Irmãs Marcelinas na área da cultura. A Congregação tem uma história de quase 100 anos no Brasil na gestão de escolas, faculdades e hospitais, por meio de parceria duradoura mantida com o Governo do Estado e Prefeitura de São Paulo. A ação educativa das Irmãs Marcelinas no país inclui unidades de ensino infantil, fundamental e médio e de ensino superior nas áreas de artes e saúde. Atuando também na área de atendimento à saúde, a congregação mantém, entre outras entidades, hospitais referenciais no atendimento à população da Grande São Paulo, nas regiões de Itaquaquecetuba, Cidade Tiradentes, Itaim Paulista e Itaquera.
Dados do evento
Data de realização: 1º a 24 de julho de 2011
55 concertos:
- 45 concertos em Campos do Jordão
- 6 concertos em São Paulo
- 4 apresentações da itinerância da Orquestra do Festival
Bilheteria
A venda de ingressos do Auditório Claudio Santoro, da Capela do Palácio Boa Vista e da Sala São Paulo será feita pela Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br) em todos seus pontos credenciados, incluindo a Loja do Capivari, em Campos do Jordão. A venda de ingressos dos concertos no Grande Auditório do MASP serão feitas na bilheteria do Museu a partir do dia 1º de julho.
Valores dos ingressos: R$ 20 a R$ 60 (Sala São Paulo), R$ 30 (MASP); R$ 30 a R$ 100 (Campos do Jordão).
Atrações gratuitas
29 concertos gratuitos. Todas as apresentações na Praça do Capivari e nas Igrejas têm entrada franca, além dos concertos no Auditório Claudio Santoro às segundas-feiras e no primeiro domingo do Festival (3 de julho).
Locais e endereços
Campos do Jordão
Auditório Claudio Santoro
Av. Dr. Luís Arrobas Martins, 1.800
Alto da Boa Vista - Campos do Jordão - SP
(11)3662-2334
Capela do Palácio Boa Vista
Rua Adhemar de Barros, 3.001
Vila Alto da Boa Vista - Campos do Jordão - SP
(12)3662-1122
Concha Acústica - Praça do Capivari
Av. Macedo Soares x Av. Dr. Vitor Godinho
Capivari - Campos do Jordão - SP
Igreja de São Benedito
Av. Macedo Soares, 55
Vila Capivari - Campos do Jordão - SP
Igreja Matriz Santa Terezinha
Rua Tadeu Rangel Pestana, 662
Abernéssia - Campos do Jordão - SP
Igreja Nossa Senhora da Saúde
Praça Nossa Senhora da Saúde, 01
V. Jaguaribe - Campos do Jordão - SP
Atividades pedagógicas
(aulas dos bolsistas e master classes)
Preventório Santa Clara, Campos do Jordão
São Paulo
Grande Auditório do MASP
Av. Paulista, 1578
Cerqueira César - São Paulo - SP
(11)3251-5644
Igreja da São Luís Gonzaga
Av. Paulista, 2.378
Consolação - São Paulo - SP
Sala São Paulo
Praça Júlio Prestes, 16
Luz - São Paulo - SP
(11)3223-3966
Itinerância da Orquestra do Festival
Piracicaba
Teatro Municipal Dr. Losso Netto
Avenida Independência, 277, Centro
(19)3433-4952
Jundiaí
Theatro Polytheama - Endereço: Rua Barão de Jundiaí, 160
Santos
Teatro do SESC Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida
(13)3278-9800
Santo André
Teatro Municipal de Santo André - Praça IV Centenário, nº 1 - Paço Municipal
Secretaria de Estado da Cultura
www.cultura.sp.gov.br
Santa Marcelina Cultura
www.santamarcelinacultura.org.br
Escola de Música do Estado de São Paulo – EMESP Tom Jobim
www.emesp.org.br |